Piranhas, a cidade alagoana que guarda a herança histórica do cangaço

Piranhas, em Alagoas, é uma cidade histórica. Pode até ser que você não associe o nome de primeira. Mas foi lá que Lampião, Maria Bonita e seu bando, depois de capturados e decapitados, tiveram suas cabeças expostas na praça da cidade, em uma imagem difícil de esquecer.

Foi da cidade também que partiram os policiais que mataram os cangaceiros. Lampião e seu bando foram mortos em Poço Redondo, já no Sergipe, mas foram trazidos para essa cidade. Isso já é motivo suficiente para querer conhecer esse lugar histórico no país. Mas a cidade soube se preservar.

Ela é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e as casas são pintadas pela prefeitura a cada dois anos. Então qualquer pessoa que passar pela cidade ficará encantada com as cores. Veja a seguir o que você pode fazer visitando essa histórica e encantadora cidade alagoana.

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Piranhas, Cidade Velha. Foto: Divulgação Wikipedia Commons/Maria Hsu

Museu do Sertão

Esse museu pequeno conta com um acervo importante que reconta a história da cidade e dos homens corajosos que integraram a volante que foi em busca dos cangaceiros. Fotos, objetos e periódicos fazem parte da rica fonte de pesquisa. Conversar com a equipe que trabalha no museu também é uma ótima oportunidade de conhecer um pouco mais dessa história tão marcante.

Casa do Patrimônio

Se você quer entender um pouco melhor sobre o processo de preservação desse patrimônio nacional, visitar a casa onde funciona o escritório do Iphan é uma boa ideia. Lá você vai ver maquetes e vídeos que vão te fazer entender um pouco mais da cidade e de todo seu valor histórico.

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Grota do Angico

Não exatamente em Piranhas, mas bem pertinho, a 12 quilômetros, fica o local exato onde o grupo de Lampião e Maria Bonita foi morto. A melhor forma é cruzando o Rio São Francisco. Depois você vai caminhar 680 metros no meio da caatinga para chegar até o ponto onde se encontra uma placa com os nomes dos homens que foram assassinados.

O local é penoso e difícil de ser feito em dias quentes. O motivo é que Lampião não acampava em locais de fácil acesso, como margens de rios. Por isso esse foi um destino escolhido para se refugiar.

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A cidade fica a cerca de 290 quilômetros de Maceió e 220 quilômetros de Recife. Tudo depende de onde você vai sair. O clima no município é seco e quente o ano inteiro, mas no verão pode chegar facilmente aos 40 graus. Portanto, para não passar muito calor, é melhor ir na primavera ou outono, quando o céu está ainda mais lindo.

Lampião, Maria Bonita e todos os cangaceiros fazem parte da história do país e até hoje são lembrados e falados. E toda essa história se tornou um roteiro turístico muito interessante de conhecer. É muito bom ter oportunidades como essa para relembrar a nossa história. Não deixe de conhecer um pouco mais sobre esse personagem brasileiro.

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