Empreendedor conta como uma volta ao mundo transformou sua vida pessoal e profissional

O mar é tudo. Ele cobre sete décimos do globo terrestre. Seu sopro é puro e saudável. É um deserto imenso, onde o homem jamais está sozinho, pois sente a vida se movimentando por todos os lados“, Júlio Verne, escritor francês e autor do livro A volta ao mundo em 80 dias.

El Nido, nas Filipinas
El Nido, nas Filipinas

Assim como o cavalheiro inglês Phileas Fogg, personagem central do livro de Verne, quem nunca sonhou – mesmo que ligeiramente – com uma volta ao mundo? O empreendedor Guilherme Tetamanti não apenas sonhou, como a realizou em 2011. A partir desse projeto pessoal nasceu o seu primeiro blog, que em 2014 se tornou o Quero Viajar Mais, espaço dedicado a contar as histórias que colhe por esse mundão para pessoas que também querem viajar muito.

Na época, após retornar ao Brasil, suou a camisa para transformar o projeto em uma empresa. Hoje vive exclusivamente do blog e da venda de lançamentos de parceiros, como afiliado. “É um trabalho interminável e incansável que comecei durante a viagem, gerando muito conteúdo. Agora que encontrei a forma de monetizar e sei qual é o caminho a trilhar, estou focado no crescimento dos acessos, do faturamento e das parcerias”, explica.

Como surgiu a ideia

Atualmente em São Paulo, na capital, Guilherme conta que completará em maio cinco anos dessa vida de viajante. Cerca de 35 países fazem parte da sua lista. Antes de tomar a decisão de partir, tinha uma rotina doida durante a semana, típica de um paulistano. Aos fins de semana, pensava nos problemas da semana, e assim o ciclo se repetia dia após dia.

“Isso causou muito estresse e decidi que não era o que eu queria fazer, nem a vida que queria levar. Tentei comprar a parte do meu sócio, mas a melhor coisa foi quando ele disse que queria comprar a minha. Nesse momento, eu tinha dinheiro, tempo e muita vontade de viajar”, explica.

Volta ao mundo

Comprou uma passagem de volta ao mundo e, durante um ano, conheceu 18 países. O dólar estava muito barato na época – menos de R$ 2 – e conseguiu ficar seis meses em países mais caros como os Estados Unidos, a Nova Zelândia e a Austrália. Também diminuiu o custo de vida para se manter. “Foi uma época muito boa para fazer o que eu fiz. Uma experiência que mudou a minha vida profissional e pessoal. Aprendi a escrever melhor, a fotografar (uma paixão que sempre tive), a lidar com várias situações… e foi muito produtivo.”

Navagio Beach, na Grécia
Navagio Beach, na Grécia

Das belezas que encontrou pelo caminho, o blogueiro conta que a Tailândia é um dos lugares que passaria mais tempo. Motivos? “Além de todos os atrativos, o baixo custo de vida e a qualidade da internet. Hoje, muitos nômades digitais estão por lá”, explica. A Austrália, a Nova Zelândia e o Havaí, nos Estados Unidos, também entram na lista de desejos pela ótima estrutura turística, pelas lindas paisagens e pelo clima de sol e mar que adora.

Como é ser um nômade digital

Guilherme conta que ser um nômade digital é incrível, principalmente quando se chega ao ponto de ter liberdade, de definir a sua própria rotina. “Para mim, isso demorou quase quatro anos e é uma realização. A partir do momento que se pode trabalhar tendo apenas um computador, de qualquer lugar que escolher, é fantástico. O mais legal é que é um tipo de negócio que funciona sem eu estar o tempo todo trabalhando. Isso me dá liberdade, principalmente, quando estou viajando e preciso me dedicar a coletar conteúdo diferenciado”, explica.

Além do Quero Viajar Mais e da promoção de lançamentos como afiliado, Guilherme também cria projetos de viagens. “Já viajei pela África do Sul por 33 dias a convite do Ministério do Turismo com patrocínio de uma rede de hotéis e de outras empresas parceiras.”

Jeffreys Bay, na África do Sul
Jeffreys Bay, na África do Sul

O que fazer para levar uma vida assim

É possível conquistar esse estilo de vida. Guilherme dá a dica: “Disciplina. Você deve estabelecer um objetivo e segui-lo, estar sempre focado nas coisas essenciais para o crescimento do seu negócio, no meu caso, foi o que aconteceu com o blog. Pense no seu projeto como uma empresa que precisa ser nutrida todos os dias para crescer”.

E ainda complementa: “As coisas não acontecem de uma hora para a outra. É necessário construir audiência, criar conteúdo autêntico que as pessoas queiram seguir. A volta ao mundo me deu visibilidade em uma época que poucas pessoas faziam. Ter um projeto diferenciado que chame a atenção dos seus seguidores é essencial, pois oferecer algo relevante aumenta as chances de crescimento. Outra dica é não pensar em vender a qualquer custo. Após conquistar seu público, aí sim comece a estudar estratégias para vender produtos e serviços para essas pessoas.”

Machu Picchu, no Peru
Machu Picchu, no Peru

Mas, como começar?

Guilherme explica que há várias formas de cair na estrada trabalhando online. Para quem tem pressa, uma das opções é ser freelancer. “Existem sites especializados em contratação de freelancers, outros organizam a troca de hospedagem por trabalho. É uma maneira inteligente de bancar a viagem. No meu caso, decidi me dedicar ao meu próprio blog durante as viagens, mas foi necessário ter muita paciência e perseverança para fazer com que o projeto ganhasse corpo. Hoje sei que foi uma escolha acertada”.

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