Sozinha, brasileira decide visitar 40 países antes dos 40 anos (e está quase batendo a meta)

O que você imagina estar fazendo quando estiver com 40 anos? Ter uma carreira estável, uma casa aconchegante, filhos… quem sabe dois ou três. É o que a maioria das pessoas planeja. Mas, nem todos têm os mesmos planos e foi assim que Silvinha Mantovani, formada em Direito, largou tudo para realizar o seu sonho.

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Paranaense nascida na região de Maringá, foi criada por uma família bem humilde e acalentava a vontade de ter uma vida diferente desde que se conhece por gente. O pai faleceu em consequência do vício no álcool. Ela começou a trabalhar bem cedo, aos 12 anos, e para poder estudar, teve que se dedicar para alcançar cada um dos objetivos que traçou para sua vida.

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Novos planos, novos ares

Mas isso tudo ficou para trás quando a vida tomou um novo rumo. Sem saber ao certo quanto tempo está viajando, Silvinha, que atualmente está em Barcelona, estabeleceu uma meta de conhecer 40 países antes de completar 40 anos. A dois anos de se tornar uma quarentona, ela conta que ainda faltam cinco países na sua lista.

Além das viagens e da riqueza cultural que é conhecer cada novo destino, surgiu o projeto 40 antes dos 40. “O objetivo é bem pessoal. Eu estava com 35 anos e havia saído de um relacionamento abusivo em que até a minha família foi ameaçada de morte. A minha inspiração foi o livro Comer, Rezar e Amar e eu fui parar em Roma”, explica.

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Foi na terra italiana que surgiu a motivação. Pegou todas as suas economias e viajou para a Irlanda. “Lembro bem que comemorei os meus 36 anos lá mesmo, com pessoas que havia conhecido”, recorda.

A partir daí, todos os seus destinos foram planejados segundo as promoções. Não existe um roteiro fixo, pois tudo depende de quanta grana tem e dos bons preços que encontra. “Como a Ryanair é irlandesa e sempre tem promoções, era fácil de encontrar passagens baratas morando ali. Depois, eu escolhia a hospedagem e assim tudo foi acontecendo”.

Na maioria das vezes de avião, Silvinha conta que já viajou de trem e de ônibus. “Até de camelo”, brinca. Assim, conheceu praticamente toda a Espanha e a Irlanda e visitou o Reino Unido e a Itália várias vezes. Também passou por Hong Kong, Turquia, Marrocos, Portugal, Inglaterra, Polônia, República Tcheca, Estados Unidos, Emirados Árabes e muitos outros países que fazem parte do seu portfólio de viajante, composto de 35 países. Até o momento!

Na expectativa de cumprir a meta, espera que o último destino seja algo realmente marcante. “Gostaria muito que fosse a Índia, em um retiro espiritual, mas se o dinheiro não for suficiente, penso em um lugar místico como o Peru”, planeja Silvinha.

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Nem tudo foi fácil

Apesar do glamour que uma jornada assim possa aparentar, ela conta que nunca se importou com os tipos de trabalho que teve de fazer para realizar essa viagem. “Fiz muita coisa pesada, desde trabalhar como faxineira até descarregar caixas em uma fábrica de frutas. A única coisa que pensava era em juntar dinheiro para esse grande sonho. Foi bem difícil, mas hoje estou aqui, prestes a realizá-lo”, comemora.

Viagens e transformações

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Após um longo relacionamento que não terminou bem, ela se viu diante dos seus 35 anos e de tanta coisa a realizar. “A sociedade meio que cobra que com essa idade você esteja casada, com filhos etc. Depois de tudo, decidi colocar o pé na estrada, e queria que fosse sozinha, sem homem na jogada. Acho que acertei porque hoje me sinto superpreparada para poder entrar em um novo relacionamento. Sou uma nova mulher, livre de todas as coisas ruins que aconteceram no passado. Posso dizer que um passaporte salvou a minha vida e curou a minha alma”, diz.

Segundo ela, ninguém deve deixar um sonho para trás por um relacionamento já que a vida passa rápida demais. “Se a pessoa que está com você não te apoia nos teus sonhos, talvez você deva repensar se isso é o que deseja para toda a sua vida. Mas, como digo, cada relacionamento é um mundo e isso depende de como é o seu laço e de como administra tudo isso”.

Aprendizados na estrada

Sem nenhum bem material nos dias de hoje, mas com muitos carimbos no passaporte, Silvinha acredita que o aprendizado é algo constante. “Infelizmente aprendemos mais com as coisas ruins que com as boas, mas viajar abre a nossa mente, a nossa alma e suaviza o nosso coração. Você descobre a leveza da vida nas estradas que o mundo tem”, conclui.

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