Um passeio pelas surpreendentes comunidades quilombolas na Bahia

Salvador é um daqueles destinos que sempre ficamos com vontade de visitar. Uma cidade bonita, histórica e com belas praias que deixam qualquer um com desejo de passar uns dias em solo baiano.

Mas, além disso, a capital da Bahia guarda também muito da nossa herança cultural africana. E para mergulhar de cabeça e entender melhor sobre isso, vale a pena investir no passeio até as comunidades quilombolas do Recôncavo Baiano, que fazem parte do Núcleo de Turismo Étnico Rota da Liberdade. Sem dúvida, um passeio diferente de qualquer um que você já fez até hoje.

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Nas comunidades de Dendê e Kaonge, por exemplo, os viajantes podem conhecer o terreiro de umbanda, aprender sobre o processo de fabricação do azeite de dendê, da farinha e do xarope com ervas medicinais e ainda assistir a uma apresentação de dança afro. Dá para passar uma manhã ou uma tarde inteira somente nesses locais.

Quilombolas (google)

Em São Francisco do Paraguaçu, seguindo o roteiro, você passará pela parte histórica, que passa pelo Convento de Santo Antonio e pela Igreja Matriz de Santiago do Iguapé. Nesse local, você também pode visitar o cultivo das ostras e o manguezal. E chegar de barco até a comunidade dependendo da maré.

Outro roteiro interessante para você que quer conhecer um pouco mais das comunidades quilombolas em Salvador é a Trilha Griô, que passa por quatro comunidades: Dendê, Engenho da Ponte, Kalemba e Kaonge.

Cerca de quatro quilômetros de caminhada leve precisam ser feitos para chegar até essas comunidades. Tudo embalado pela Esmola Cantada, ritual religioso típico dos festejos de São Roque, padroeiro do Engenho da Ponte. O Pé do Velho, local onde os escravos faziam seus rituais, é uma das atrações no caminho.

Quilombolas 2 (google)

Todos esses passeios podem ser um pouco demorados, por isso, alguns incluem almoço tradicional com pratos como moqueca de ostra e de peixe, caruru, vatapá, feijoada e pirão.

E se você quer ter um contato ainda mais próximo com as comunidades, a melhor opção é se hospedar em uma das quatro casas da comunidade Kaonge, que são capacitadas para receber os visitantes pelo projeto Cama & Café da Secretaria de Turismo da Bahia.

Assim, você terá a oportunidade real de conviver com o dia a dia do local e conversar com moradores, participar do encontro das marisqueiras e frequentar reuniões do Conselho Quilombola.

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Sem dúvida conhecer as comunidades quilombolas na Bahia é um passeio totalmente diferente do que você já fez. Você poderá ter um contato mais próximo e conhecer um pouco mais dessa herança cultural africana que temos em nosso país e voltar para casa depois de uma imersão total na cultura brasileira.

Para quem gosta de fazer passeios históricos e conhecer um pouco mais sobre o que aconteceu no passado, especialmente do nosso país, esse passeio é um prato cheio.

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